sexta-feira, 2 de julho de 2010

A produção da casa no Brasil

Construtor

autoconstrução (famílias, mulher, filhos) em fins de semana. Quando contrata alguém, as vezes transforma-se em servente.

Materiais

Menor preço, disponibilidade de entrega e estar perto, para evitar transporte oneroso, compra parcelada, não requerer mais do que um indivíduo para sua manipulação e sem dificuldade técnicas

Técnica

Aprendizado pela vivência, observação, cultura popular, absorvida pela contínua vizinhança. A urgência da realização do trabalho elimina inovações, o tempo é parcelado e não exige continuidade. Seguem modelos de construção já garantidos e recorrem ao que já foi provado no local, adaptando somente a raquítica técnica aos materiais que pode obter.

Produto

Limitado, padrão e precário. Espaços mínimos e econômicos como precisão de produto.

Uso

Pouco mais que a proteção contra chuva e frio, espaço e equipamentos para o preparo de alimentos e descanso. Tem uma relação direta e não mediatizada, como só surge entre homem e seu instrumento de trabalho pessoal.

“A produção não cria somente um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto. (...) Produz, por conseguinte, o objeto do consumo, o modo de consumo e o instinto de consumo.” (Marx, 2003)

O valor de uso social

A forma de produção é artesanal e arcaica, (...) as construções são para atender as necessidades básicas particulares, despreocupados com a possível utilização por outros, o valor que cria é um valor de uso social.

Pequena propriedade

Como ser em transição, o operário se determina como sucessão de realizações gradativamente “ supereiores” de ser mercadoria. (...) O operário vê a própria casa como temporária. Então, o operário “ser em transição” atinge exemplarmente o que para maioria permanece aspiração irrealizada: a categoria do “pequeno operário urbano” e passar usufruir de renda não proveniente de sua venda de seus “bens”. (...) O trabalhador isolado, enfrenta o que quer superar, sua miséria, que proteger-se só. Nega a universalidade atingida, parte do trabalho coletivo atuando com meios de produção em massa, nega a solidariedade orgânica e coletiva fruto do trabalho comum e retoma o princípio da propriedade que lhe é negada enquanto assalariado. E o que produz é o indispensável para sua subsistência, resultado tosco de individualismo auto-suficiente, é a miniatura frustrante d lar burguês, isolado, fechado, marcando nítidos os contornos de sua posse.

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